Intolerância com os Católicos é Presenciada na ONU durante a Semana Santa

By Lisa Correnti and Marianna Orlandi, Ph.D. | March 29, 2016

NOVA YORK, 25 de março (C-Fam) A Semana Santa não foi suficiente para impedir um ataque aberto, e patrocinado pelo governo da Finlândia, à Igreja Católica e ao ensino religioso sobre a família e a sexualidade, em um evento na ONU esta semana.

O governo da Finlândia exibiu um documentário sobre uma trabalhadora humanitária determinada a confrontar os “tabus” católicos sobre o sexo. “Hyvästi Afrikka” – Leaving Africa – foi anunciado como uma ¨história sobre a amizade e o empoderamento feminino¨. Contudo,  a intenção da cineasta finlandesa Iiris Härmä ficou evidente logo no inicio do filme, em uma cena na qual a Dra. Riitta Kujala e sua antiga amiga, uma enfermeira de Uganda chamada Catherine, “Cata” Othieno, discutem sobre a “hipocrisia” da Igreja Católica.

Embora a Dra. Riitta tenha trabalho em Uganda durante 27 anos, atendendo às necessidades médicas dos ugandeses rurais, o filme se foca na polêmica educação sexual que ela e Cata ofereceram para adultos e crianças – e na autorização tardia que a Dra. Riitta recebeu para o trabalho. O atraso é atribuído a uma crescente oposição contra a homossexualidade em Uganda.

As filmagens ocorreram em um momento no qual os países ocidentais estavam pressionando os países africanos a liberarem suas leis em torno da homossexualidade.

O evento, aberto com as observações da embaixadora finlandesa Anne Lamilla, foi copatrocinado por uma ONG finlandesa que financiou o trabalho da Dra. Rita em Uganda e que recebe 80% do seu financiamento do governo finlandês. Embora o filme seja sobre Uganda, não estava presente no evento nenhum representante do governo de Uganda.

Härmä contou que o filme ganhou vida própria quando uma carta anônima foi enviada para funcionários do governo de Uganda, acusando o grupo de Cata e da Dra. Riitta de promover a homossexualidade entre crianças. A carta também acusava as mulheres, que moram juntas, de manterem uma relação lésbica inadequada.

O filme documenta as oficinas de educação sexual com a Dra. Riitta, e conta com descrições gráficas. Antes de se aposentar e voltar para a Finlândia, Riitta decidiu desafiar os líderes religiosos a realizarem uma discussão para “quebrar tabus” sobre as mulheres e a sexualidade, já que que é sabido que seus ensinamentos são responsáveis pela explosão populacional, tirando o poder de mulheres e perpetuando a pobreza.

A personagem principal é uma mulher católica descrita como uma “máquina reprodutiva”, vítima de um marido infiel e dos seus desejos sexuais. Fotos de ícones religiosos como Bento XVI, Jesus e Maria, aparecem em sua casa, transmitindo a ideia de que ela estava sob o feitiço da Igreja. O filme termina com uma mulher católica esclarecida, usando métodos contraceptivos e tentando converter outras pessoas através do proselitismo – graças ao trabalho de Cata e da Dra. Riitta.

O público não foi convencido.

“Este documentário apresenta a contracepção como uma solução para a existência de  muitos bebês”, disse Anne Belanger, uma jovem que representa a Woomb International. “Ele não leva em conta a cultura do povo de Uganda e não ensina as mulheres sobre a fertilidade.”

Uma professora jovem, junto com a Pure in Heart Internacional, questionou a premissa da felicidade através da autonomia sexual. “Com base na minha própria experiência com adolescentes e nos meus trabalhos com jovens, acho que estamos falhando gravemente com a educação sexual abrangente”, disse Marie Cummins.

Nem a cineasta nem a embaixadora responderam às jovens.