Papa Defende Bebês em Gestação, Família Natural em Discurso na ONU

By Susan Yoshihara, Ph.D. | September 28, 2015
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NOVA IORQUE, EUA, 25 de setembro (C-Fam) Líderes mundiais irromperam em aplauso 27 vezes durante o discurso do papa na Assembleia Geral da ONU hoje, inclusive quando ele pediu a defesa do “direito à vida,” e chamou a família a “principal célula de qualquer desenvolvimento social.”

Ativistas pró-vida e pró-família acolheram o discurso como uma melhoria nas referências mais sutis às suas causas durante o discurso do papa no Congresso dos EUA. Robert Royal, presidente da entidade Cultura da Vida, chamou o discurso na ONU de uma defesa forte e explícita da vida humana e do casamento natural, embora as palavras “aborto” e “homossexualidade” não tivessem sido usadas. Royal faz parte da diretoria do C-Fam, que publica o Friday Fax.

Na ONU, o Papa Francisco deu vários exemplos de como aplicar os quatro princípios do ensino social católico — o bem comum, a solidariedade, a subsidiariedade e a dignidade humana — que ele mencionou explicitamente durante sua fala ao Congresso. Com relação à subsidiariedade, ele argumentou em favor do “direito prioritário da família de educar seus filhos,” e uma rejeição à “elite todo-poderosa.”

Ele condenou a “colonização ideológica” como ele havia feito na encíclica Laudato Si, numa referência ao ato de estabelecer como base que a ajuda aos países pobres fique condicionada à aceitação deles do controle populacional e outros focos ofensivos ao seu povo e contra as leis nacionais como direitos homossexuais.

Em todo o seu discurso, o papa entrelaçou sua defesa característica do meio-ambiente com a necessidade de acabar com a exclusão social e construir solidariedade. Várias vezes em toda a fala de 40 minutos ele ligou a biologia dos seres humanos à da natureza. “Qualquer dano feito ao meio-ambiente, pois, é dano feito à humanidade,” o papa disse. Em Cuba na segunda-feira, ele chamou o aborto de bebês deficientes como um exemplo da “cultura do descarte,” o que ele chamou na ONU de “um desperdício crescente e silencioso da cultura.”

Em certa altura o papa indicou que a defesa da vida deve vir na frente da fala do meio-ambiente: “O lar comum de todos os homens e mulheres deve continuar a se levantar no alicerce de uma compreensão correta da fraternidade e respeito universal à sacralidade de toda vida humana,” inclusive “os bebês em gestação” e acrescentando que deveria “também ser construído em cima da compreensão de certa sacralidade da natureza criada.”

De modo semelhante, ele ligou a defesa do casamento natural à própria natureza. Embora elogiasse a codificação jurídica da ONU em documentos escritos como um das “realizações comuns mais importantes” da ONU, ele invocou a lei natural, o que ele chamou de “uma lei moral escrita na própria natureza humana, uma lei que inclui a diferença natural entre homens e mulheres,” como também exigindo “um respeito absoluto à vida em todas as suas fases e dimensões.”

De modo oposto, ele lamentou a promoção de “direitos falsos” e disse que “nenhum indivíduo humano ou grupo pode se considerar absoluto, ter permissão de ignorar a dignidade e direitos de outros indivíduos ou seus agrupamentos sociais.” Nisso ele ecoou seu predecessor, o Papa Bento 16, que fez menção, em seu discurso de 2008 na ONU, da tentativa de colocar os direitos humanos, tais como os direitos de uma mãe e criança, em rivalidade um contra o outro numa competição falsa que deixava as elites decidirem qual vence.

Embora o papa tivesse mencionado prescrições políticas explícitas tais como as Metas de Desenvolvimento Sustentável e as conversações de mudança climática que ocorrerão em Paris, ele não as endossou especificamente. Em vez disso ele as chamou de um sinal de “esperança.” Ele alertou contra a “tagarelice vazia” de estabelecer metas, mas não fazer diferença real na vida de “homens e mulheres reais que vivem, lutam e sofrem.”

Tradução: Julio Severo