Promotores do Controle Populacional e a Nova Conferência de Moradia da ONU

By Lisa Correnti | 2015

NAIRÓBI, 17 de abril (C-Fam) Negociadores se reuniram nesta semana em Nairóbi, Quênia, para modelar a versão preliminar de um documento para um acordo mundial sobre moradia e desenvolvimento urbano — HABITAT III da ONU. Onde quer que crescimento em populações esteja em seu pico, assim está a concentração de promotores do controle populacional que avançam sua agenda e políticas específicas.

Em 1996, a Habitat II, realizada em Istambul, Turquia, focou em direitos de aborto. Líderes pró-família tiveram êxito em garantir uma declaração em grande parte positiva. Nosso trabalho é realizar o mesmo, quando a declaração da Habitat III for finalizada no próximo ano no Equador.

Nos dois dias passados os governos de países em desenvolvimento reconheceram que a migração de milhões de pessoas para cidades buscando trabalho criou grandes desafios. Em 1990, 43% da população do mundo viviam em áreas urbanas. Hoje, essa estatística elevou-se para 50% — 3,8 bilhões de pessoas com 25%, 900 milhões — vivendo em favelas.

Para os pobres urbanos, suas necessidades são básicas — água limpa, eletricidade, emprego para alimentar suas famílias e um lugar seguro para seus filhos brincarem. Muitos líderes comunitários que lideravam iniciativas bem-sucedidas para melhorar a vida dos pobres urbanos vieram ao comitê preparatório para dar informações aos países membros e autoridades da Habitat da ONU.

“Se as metas das MDSs [Metas de Desenvolvimento Sustentável] e Habitat III devem ser cumpridas, os meios de implementação precisam ser definidos pelas pessoas nas próprias comunidades” disse uma mulher do Quênia que trabalha para atenuar a pobreza em sua comunidade. Sua declaração foi recebida com uma explosão de aplausos num salão lotado de ativistas comunitários que compartilharam as melhores práticas sendo implementadas em suas comunidades. Os ativistas imploraram à autoridade da Habitat que fornecesse um fórum em que membros do órgão que estão preparando o rascunho da resolução do Habitat III pudessem se reunir com eles.

O sucesso de Habitat III — “A Nova Agenda Urbana” exigirá que os países ocidentais repriorizem a assistência de desenvolvimento. Atualmente, os países ocidentais, os filantropos ricos e as agências da ONU dirigem anualmente 7 bilhões de dólares para programas de planejamento familiar. No ano fiscal de 2014, os EUA alocaram 700 milhões de dólares para o planejamento familiar — para o desenvolvimento econômico para infraestrutura — também 700 milhões. Esse fracasso de priorizar as condições de vida dos pobres é devido em grande parte ao lobby poderoso dos promotores do controle populacional e direitos reprodutivos.

Enquanto essa discussão em Nairóbi ocorre sobre como dar aos pobres moradia a preço acessível, água limpa para eliminar doenças e comunidades seguras — uma discussão também está acontecendo na ONU em Nova Iorque onde organizações de controle populacional e direitos reprodutivos estão promovendo ainda mais financiamento que drenará o financiamento limitado de iniciativas de desenvolvimento real para mais programas de redução populacional.

Esse orçamento estrangeiro explosivo para o planejamento familiar tem levado a numerosas clínicas administradas por organizações de aborto em toda a cidade de Nairóbi e outras cidades da África subsaariana, com frequentes anúncios de rádio mirando moças para aumentar o uso da contracepção de longa duração.

Tradução: Julio Severo