Governo Nega Mudança em Política de Contratação LGBT para Organizações Religiosas
WASHINGTON DC, EUA, 5 de junho (C-Fam) Na semana passada o Friday Fax informou sobre as acusações de um delator de que o governo de Obama está prestes a instituir uma política que exigiria que organizações que recebem verbas federais considerassem contratar indivíduos abertamente LGBTs, ainda que tal política violaria a consciência religiosa dessas organizações.
Essa nova política imitaria uma mudança que ocorreu no verão passado exigindo que as organizações que têm contrato com o governo federal não discriminem em contratações com base na orientação sexual e identidade de gênero. Naquela época dois bispos católicos se queixaram da política ainda que os contratos federais sejam em grande parte com organizações não religiosas. Um número desproporcional de organizações religiosas, porém, seria afetado por uma política semelhante para quem recebe verbas. Muitas teriam de recusar verbas governamentais e algumas poderiam ser obrigadas a fechar.
Nenhuma das organizações religiosas que trabalham com o governo federal com as quais falamos ouviu de tal mudança de política, embora uma dissesse que seria uma consequência natural da mudança do verão passado. As organizações com as quais falamos estavam incrédulas, porém, de que tal mudança era iminente.
Embora fizéssemos contato com a Agência Americana de Assistência Internacional (USAID), não recebemos resposta. Um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional disse a um jornalista da revista World: “A política refletida na Ordem Executiva se aplica a decisões de emprego para contratantes federais, não para quem recebe verbas. Reportagens recentes sugerindo que o governo está considerando estender essa política para cobrir decisões de emprego de quem recebe verbas são inexatas.”
Stanley Carlson-Thies da Aliança de Liberdade Religiosa Institucional disse ao Friday Fax que ele contatou Melissa Rogers, diretora-executiva da Secretaria da Casa Branca para Parcerias com Organizações Religiosas e Vizinhanças, que lhe disse que nenhuma mudança desse tipo está sendo considerada. Carlson-Thies apontou para o fato de que o governo tem exigido que as organizações que recebem verbas não discriminem contra os que elas servem, mas não por questões de emprego.
“Uma coisa é dizer a uma organização religiosa que é financiada pelo governo federal que ela deve servir todas as pessoas qualificadas, sem discriminar com base na religião, orientação sexual ou identidade de gênero — outra coisa totalmente diferente é chegar à organização que recebe verbas e dizer que ela própria tem de se adaptar aos ideais federais da SOGI em suas operações internas,” ele disse.
Num artigo a ser publicado nesta semana, Carlson-Thies diz: “Organizações religiosas são relativamente raras em contratos federais, muitos dos quais envolvem serviços para o governo, tais como serviços de portaria ou TI, ou a aquisição de prédios, equipamento militar e outros bens. Mas muitas organizações religiosas recebem financiamento federal, ou diretamente do governo federal, ou por meio de programas governamentais estaduais ou locais — financiamento para fornecer serviços de assistência social, assistência infantil, educação pré-escolar, moradia de baixa renda, programas de reinserção de presos, serviços de vício de drogas, auxílio no exterior e desenvolvimento, e muito mais.”
Ele diz que uma decisão sorrateira, conforme descrita pelo delator do Friday Fax seria difícil de verificar. A única evidência de tal mudança “será nova linguagem restritiva que aparece nos anúncios de verbas e formulários de pedido de verbas. Isso não aconteceu — pelo menos, não ainda.”
Ele exorta seus leitores a alertar sua organização se tal linguagem aparecer em materiais de verbas.
Tradução: Julio Severo
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